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Política

05/09/2019 21:10

Recorde no trabalho precário, resultado da reforma trabalhista e da política Liberal de Bolsonaro

Os números divulgados pelo IBGE não podem ser considerados uma novidade, tendo em vista que, de um lado houve a aprovação da reforma trabalhista que “prometia” gerar emprego, mas na verdade está gerando trabalho precário ( informalidade e trabalhadores sem carteira assinada) e de outro as falas do atual presidente Bolsonaro em campanha já dizia que era melhor trabalho sem direitos que direitos sem trabalho.

                   Os últimos números divulgados pelo IBGE demonstram mais uma vez que a política liberal do governo Bolsonaro só tende a elevar crise econômica do país, mesmo havendo uma queda na taxa de desocupação de 0,6%.

                   

                   Numa primeira análise, avaliando apenas a queda da taxa de desocupação de 12,5% para 11,8% poderia parecer uma demonstração de recuperação da economia, porém, essa redução tem como principal fator a elevação dos trabalhadores por conta própria e naqueles sem carteira assinada, visto que, o percentual de trabalhadores com carteira assinada permanece estável.

                  

                   O contingente de trabalhadores por conta própria (informais) chegou a 24,2 milhões de pessoas e é o maior da série histórica.

                   Houve crescimento de 1,2 milhões de pessoas na informalidade em relação ao mesmo trimestre de 2018 e a elevação de 343 mil pessoas, considerando o trimestre anterior.

 

                   O número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada atingiu também novo recorde e cresceu em 619 mil pessoas em relação ao mesmo trimestre de 2018 e 441 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.

 

                   O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas teve uma queda de 1,0% frente ao trimestre anterior.

        

                  O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, excluindo trabalhadores domésticos ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2018, ou seja, houve apenas a elevação do trabalho precário (Informal e sem carteira assinada).

                   

                        A verdade é que se vê avançar no país é a manutenção do desemprego, com forte viés para se elevar e as pessoas temerosas com a situação crítica, tendo que se sujeitar a informalidade ou ao trabalho sem carteira assinada.

 

                         Não poderia ser diferente a elevação do rombo da Previdência Social, tendo em vista, que  as receitas, em sua esmagadora maioria, advém dos trabalhadores COM CARTEIRA ASSINADA, ou seja, o trabalho precário e sem carteira assinada que se eleva no país, não é apenas ruim para os trabalhadores, mas para a arrecadação da Previdência.

 

                       Com o programa econômico liberal do Governo Bolsonaro, sendo colocado em prática, perceberemos a repetição em nossos artigos de que o dados demonstram que a expansão da agenda do liberalismo econômico no Brasil tende a elevar o desemprego e a crise no país, conforme exposto nos artigos: “A teoria liberal e a tendência ao aprofundamento da crise no Brasil” e  “Os eixos centrais da política econômica do governo Bolsonaro tendem a levar a economia ao Colapso”.

 


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